quinta-feira, 4 de junho de 2009

Amy Winehouse: Back to Black

Infelizmente eu não tenho muitas oportunidades de ouvir discos de artistas na nova geração. Não é preguiça, mas é apenas fato pois mal tenho tempo de ouvir as recomendações que recebo de amigos ou que vejo em sites que frequento. Ano passado, aqui nos EUA, eu estava ouvindo o jornal na radio (NPR) quando a repórter começou a falar desta cantora inglesa metida em problemas de drogas mas que tinha sido indicado para vários Grammys. A primeira coisa que me veio a cabeça foi: "Lá vem mais uma porcaria". Qual foi minha surpresa quando começaram a mostrar partes da música da Amy Winehouse, que confesso até aquelo momento ser uma mera desconhecida pra mim pois nunca nem tinha ouvido falar do nome. Mas bastou uma frase da música pra eu ver que não estavam falando de mais uma "porcaria" mas de algo especial. A voz era maravilhosa, algo que não se ouve todos os dias. Me fez lembrar as grandes cantoras de Jazz como Billy Holiday (não estou dizendo que as vozes são parecidas, estou dizendo que a forma de cantar me fez lembrar de grandes cantoras). Fiquei tão impressionado que ao chegar no meu escritório tive que fazer uma pesquisa no site do NPR sobre a reportagem (pois nem o nome da cantora eu lembrava mais apesar de não esquecer da voz). Descobri que a reportagem era sobre Amy Winehouse. Ao meio dia, por impulso mesmo, foi a loja de discos local e comprei o disco e não conseguia parar de ouvir e o que me impressionava mais era ver a pessoa reponsável pela voz. Uma meninazinha franzina, magrinha que tudo indicava não ser capaz de ter aquela voz, mas tinha e tem. O disco Back to Black, que comprei naquele dia, é simplemesmente maravilhoso com músicas belíssimas e bem interpretadas como Rehab, Back To Black e minha favorita: You Know I'm No Good. Infelizmente, Amy parece ser mais uma dessas cantoras que não conseguem lidar com a própria vida. Constantemente envolvida com drogas, seu destino parece ser a de tantas outras que simplesmente se mataram. Espero estar errado pois com apenas dois discos gravados, ela, como cantora, ainda tem muito a nos oferecer mas para tanto precisa aprender a viver. Se não conhecem não deixem de ouvir. Não vão se arrepender.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Família Roitman: O Samba nas Regras da Arte

O grupo Família Roitman foi o responsavel pelo meu interesse pessoal por esse movimento de renascimento do samba tradicional. Quando eu morava na Inglaterra de 1995-2000 me deparei com esse disco em uma loja local e sem conhecer resolvi comprá-lo e foi uma grata surpresa. Recentemente vi que o disco estava sendo relançado já que inicialmente foi lançado somente na Europa. O som deste disco é bem differente do que se espera de um disco de samba. O motivo é que o grupo têm um estilo de cantar que lembra a época de ouro do samba brasileiro no Rio de Janeiro. Originalmente formado em 1988 só gravaram o primeiro disco (este) em 1995. O grupo é formado pelos músicos Léo Tomassini (voz), André Weller (piano), Felipe Trotta (violão) e Felipe Decourt (bateria e pandeiro). A voz do Léo Tomassini é muito agradável e lembra muito a voz do Marcos Sacramento. O reportório do disco é variado mas é mais focado em músicas de Noel Rosa e Ismael Silva. Mas ínclui também músicas de Lamartine Babo (Voltei a Cantar), Assis Valente (Recenseamento), entre outras. O grupo possui um outro disco lançado entitulado Coisa Antiga (1998). Não tenho mais notícias se o grupo continua na ativa, mas para os interessados em uma re-leitura de sambas tradicionais, vão gostar bastante deste disco.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Pat Metheny & Charlie Haden: Beyond the Missouri Sky

Sabe aquela conversa de quais discos você levaria para uma ilha deserta. Por mais que eu deseje que isso nunca acontessa comigo pois seria complicado viver sem meus 2500+ discos, tenho que confessar que este certamente estaria na minha lista e muito provavelmente na primeira colocação. Beyond the Missouri Sky é um disco que mostra uma combinação perfeita da guitarra e violão de Pat Metheny com o contra baixo de Charlie Haden. O disco é pra ser ouvido com calma e em um local tranquilo. Nada de ouvir em festa, com barulho ao redor, ou algo parecido. Minha recomendação é que você ouça em um bom equipamento de som, tomando um bom vinho, e principalmente muito bem acompanhado. Difícil nesse disco dizer a música que gosto menos ou mais já que o disco é todo bom. Mas minha preferência pessoal são as músicas: Spiritual e os dois temas do filme Cinema Paradiso: Main Theme and Love Theme. Se vocês não tem esse disco, estão perdendo a chance de ouvir uma obra prima.